quarta-feira, 10 de abril de 2013

Depois que a gente morre.


Como fruto da evolução, já devíamos ter nos acostumado com a morte, não acha? Longe disso, no entanto, coisas muito esquisitas e curiosas acontecem toda vez que alguém morre, mesmo na casa do evolucionista mais materialista.

Aliás, já que estamos falando sobre evolução e morte, você não acha interessante que, embora apenas os mais fortes sobrevivam e façam perpetuar sua espécie, nenhum deles está vivendo mais do que 120 anos?

A morte, portanto, continua sendo uma facada no peito da evolução. Afinal de contas, se [sic] depois de tantos bilhões de anos além de ela não nos ter dado a vitória biológica sobre a morte, ainda não nos faz aceitar o fim da vida com naturalidade, que raio de evolução é essa?

Mas deixando o assunto da evolução, por ora, é notável a forma como a globalização torna os fenômenos ligados à morte ainda mais intrigantes e amplos. Chora-se, por exemplo, por pessoas que não se conhecia nem de longe; presta-se, em vão, homenagens que bem algum fará a seus destinatários; reconhece-se, tardiamente, o fruto positivo da vida de grandes seres humanos; procura-se, irrazoavelmente, cobrir os feitos negativos de outros non gratos, tentando erguê-los a um nível moral superior ao qual pertenciam; tenta-se, enfim, de algum modo eternizar aqueles que, por melhor ou pior que tenham sido, não passaram de seres humanos condenados ao salário do pecado.

Só de pensar em quantas lágrimas inúteis ainda estão para ser derrubadas... Afinal de contas, com tantos novos caciques e pajés apresentando-se dia-a-dia nessa crescente "aldeia" global, haja choro, menções, cartazes, flores e velas!

Agora falando mais especificamente sobre o fenômeno da morte, uma coisa deveria ser mais do que clara: a menos que seja por uma causa nobre e elevada, morrer, em si, não é virtude nenhuma! Nem por doença, nem por acidente, nem pelo vício, nem por crime, nem pela tragédia. Que ninguém, portanto, se veja no direito de ver a morte de ninguém -  tampouco a sua própria - como um ato digno de louvor. Afinal, é aqui e agora, no palco nu, cru e fiel da VIDA que jaz nossa chance de fazer valer a pena, para nós e para aqueles [sic] por quem nosso cérebro processa estranhas reações químicas (leia-se, a quem amamos).

Volto a dizer, portanto, que é necessário refletir sobre a morte para viver direito a vida. É preciso velar honrosamente e em vida aqueles que sabemos que, como nós, em breve irão passar. É mister não mascarar os frutos negativos (ainda que legados pela vida dos bons), mas fazer deles lições positivas sobre atitudes a não serem imitadas. É vital, finalmente, conferir aos corretos e nobres o direito de morrer cônscios do quanto foram apreciados, reconhecidos e amados.

Sobretudo, que agora e na hora de nossa morte [amém], Aquele que é Fiel confirme dentro de nós a certeza que transcende a mais alta honraria e reconhecimento humanos: “Lutei do lado certo da batalha, terminei a missão, mantive minha fé. Agora mesmo meu troféu de honra me aguarda no Alto, e o Soberano que tudo vê vai me entrega-lo muito em breve, a mim e a todos os que, como eu, vivem e morrem na espera daquele dia.”

sábado, 19 de janeiro de 2013

– PRECONCEITO –



Pesquisa [Formadora] de Opinião.

1. O que significa preconceito pra você?

2. Em sua opinião, existe preconceito? (   ) Sim  (   ) Não

3. Você se considera uma pessoa preconceituosa ou livre de preconceitos?

4. Você já se sentiu vítima de algum tipo de preconceito? (   ) Sim  (   ) Não

5. Se sim, como se sentiu ao ser discriminado (a)?

6. Você acredita que uma pessoa deve ser tratada de acordo com seu caráter ou sua popularidade?

7. Em sua opinião, quão fácil é conhecer o caráter de uma pessoa apenas olhando para sua aparência exterior?

          a (   ) Muito dificilmente;
          (   ) Dificilmente;
          (   ) Mais ou menos;
          (   ) Facilmente;
          e (   ) Muito facilmente.

8. Você já foi surpreendido por alguém que julgava não ser tão capaz? (   ) Sim  (   ) Não

9. Se sim, marque que tipo de surpresa você já teve:

          (   ) Um negro que era confiável;
          (   ) Um pequeno grande homem;
          (   ) Um pobre honesto e limpo;
          (   ) Um iletrado muito culto;
          (   ) Um velho que tinha alma de jovem;
          (   ) Um moleque que tinha experiência de adulto;
          (   ) Um deficiente cheio de talentos;
          (   ) Uma mulher que valia por dois homens;
          (   ) Um gordinho que era muito simpático;
          (   ) A ovelha branca da família;
          (   ) Um feio que era muito inteligente;
          (   ) Outras.


10. Você já se frustrou com alguém que parecia ser melhor do que demonstrou ser?
(   ) Sim  (   ) Não

11. Se sim, marque que tipo de frustração você já teve:

          (   ) Só tinha tamanho e safadeza;
          (   ) Um rato branco;
          (   ) Bonitinha e ordinária;
          (   ) Rico e ladrão;
          (   ) Por fora, era bela viola; por dentro, era pão bolorento;
          (   ) Moreno, alto e... vagabundo;
          (   ) Bom atleta pra correr da polícia;
          (   ) Vestida pra trair;
          (   ) 171;
          (   ) A ovelha negra da família;
          (   ) Outras.

12. Ainda acredita que não se considera uma pessoa preconceituosa? (   ) Sim  (   ) Não

13. Se não, qual será sua atitude daqui para a frente? (Pode marcar mais de uma)

          (   ) Dar a mesma chance a todo ser humano, independente de sua aparência exterior;
          (   ) Avaliar as pessoas de acordo com o seu caráter, não sua popularidade;
          (   ) Valorizar pessoas que tenham bom caráter;
          (   ) Não se deslumbrar com uma pessoa antes de conhecer seu caráter;
          (   ) Tratar as pessoas como quero que tratem a mim e a meus filhos, isto é, com justiça.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Se eu pudesse lher falar...


Se eu pudesse lhes falar
Agora que cruzo o rio
Uma mensagem lhes daria
Mas sem causar-lhes calafrios.

O pavio se apagou,
Entregue estou à escuridão
Em silêncio retumbante,
Repouso agora num caixão.

Nem em cima, nem em baixo
Nem num lado, nem no outro
Nem seco, nem molhado
Nem perdido nem achado
Descanso do reto e do torto.

Sem fome nem sede,
Sem calor nem frio,
Sem dor nem pavor,
Sem ódio nem amor.

Diante de mim estão
Pessoas que muito amei
Que marcaram minha vida
E cuja vida também marquei.

Agora está com vocês
Como também estava comigo
A chance de fazer valer,
A chance de poder dizer,
Por duro que possa ser,
Valeu a pena ter vivido.

A vida é, de Deus, presente
Que pena se, dEle, ausente
Vives tu atrás das gentes
Querendo, num de repente,
Quedar-se assaz contente
Sabendo que a ti te mentes.

Descanso! É o que eu diria;
Não importa se noite ou dia
É a mesma monotonia
Não a mim, mas para ti
Que te esqueces da tua via.

Se eu pudesse lhes falar
Agora que deito a cruz
Lhes diria que esperança
Só na volta de Jesus.

sábado, 13 de outubro de 2012

Mentira do inferno!



Mentira é o resultado da união entre a criatividade e a maldade, o que significa usar um bom instrumento para um mau propósito.

A mentira nasce no coração, cresce na mente e extravasa por todas as saídas da alma, obrigando o hospedeiro a pensar mentira, olhar mentira, gesticular mentira, falar mentira... viver mentira.

A mentira corrompe de dentro para fora quem a exala, maculando de fora para dentro o que a aspira. É veneno paciente, enganador e traiçoeiro.

Quando o rebelde começou a mentir, só havia verdade. Foi por esse motivo que todos acreditaram nele, pois ninguém conhecia a mentira.

De um a um, de dois em dois, de quatro em quatro, de dezesseis em dezesseis... as falácias se espalharam por todo o Alto. Como mísseis nucleares, todas elas miravam o Verdadeiro, a fonte da justiça.

Que confusão! Que malignidade! Que tragédia!

No fim das contas, o coração do maligno colheu a maldição da mentira, que é quando o indivíduo já não sabe mais dizer a pura verdade, pois tem dificuldade para distinguir uma coisa da outra.

Os que ficaram também foram seriamente afetados. A ferida ficara aberta e ainda colocava em risco seu caráter. Mas baseando-se nos inocentes e felizes dias do passado que jamais voltaria, decidiram ficar e crer para ver.

Já os que debandaram com seu novo senhor, se aventuraram no proibido e, de mau a pior, experimentaram a mais vertiginosa queda e degradação. Tornaram-se irreconhecíveis. Irreconciliáveis.

No jardim, os pais comeram do fruto da mentira, tornando-nos uma raça de mentirosos! Curiosamente, se no começo foi fácil acreditar na mentira, hoje dura coisa é, aos homens, acreditar na verdade, quanto mais aceitá-la!

Com doses de todos os tamanhos e sabores, com maestria eles têm sido o canal do rebelde para introjetar a mentira em todos os cantos e recantos desse mundo pequenino. E seu alvo continua sendo o mesmo, porém com ainda maior precisão: desacreditar Aquele que é a fonte da verdade!

As invenções são diversas, porém destacam-se duas das suas mais poderosas obras-primas, com as quais ele tem enganado quase a totalidade da humanidade.

A primeira é aquela que derrubou a fé por causa da má-fé, obrigando tantos a negar, com muita fé, tudo o que dependa da antiga fé. É a mentira do acaso da existência, que implica, ao mesmo tempo, na não existência de bem, mal e de qualquer plano ou propósito para a vida.

Os que “se seguraram” para não cair diante dessa primeira obra, fatalmente vieram a se prostrar diante da segunda: a existência de um lugar de tormento eterno (ou temporário, dependendo da sentença) para onde vão todos os inimigos de Deus ao morrerem.

Mentiras dos quintos dos infernos! (leia-se do coração do maligno)

É preciso compreender que tudo isso é sobre Deus! É a Sua reputação que está sendo tocada e manchada todos os dias, sem que os mortais se deem conta de que Ele o está sentindo.

Você não pediu pra nascer. A vida simplesmente aconteceu e, quando você menos se apercebeu, já estava dentro dela se sentindo alguém.

Pra maioria das coisas, sua vontade é má e seria ainda pior sem o poder do Amor lutando para segurar a onda do mal. No fim das contas, contudo, a vida é sua e você a vive do jeito que quiser!

Ele enviou os Escritos pra você saber o porquê desses conflitos, pra aprender a lidar com eles e, finalmente, pra entender que só um pouco mais e eles acabarão! Mas se ainda assim você quiser fazer tudo do seu jeito, você é livre... embora os mesmos Escritos revelem que, pelo mau uso que fez de sua liberdade, você acabou de escolher seu final destino: a morte!

Ele te deu a vida e se propôs a te ensinar a viver, mas você não quer viver como o Dono da vida falou! (isto é, imitando o jeito que Ele vive) Nada mais justo do que Ele pegar de volta o que é Seu, não concorda?

Se não concorda, então me diga, criatura: de quem você comprou a vida? Quanto pagou? Cadê a escritura de posse?

É o mesmo espírito da mentira que, além de dar a falsa sensação de que você é o centro de tudo, ainda lhe faz crer que é dono daquilo que lhe foi concedido sob condições (que também estão no Livro, claro!).

Embora a gente não peça pra nascer, pra ganhar a imortalidade tem que se encontrar com o Dono da vida e pedir pra Ele. Afinal de contas, além de nos ter criado, Ele entregou a Sua própria vida a fim de remir da morte a vida de quem quer que acredite nEle.

Mas também não se deixe levar para o outro extremo. É uma mentira do inferno dizer que, ao invés de tirar a vida dos rebeldes, o Rei do Alto vai mantê-los eternamente num lugar de sofrimento inimaginável, em algum cantinho esquecido do universo! Não é assim que o Livro diz, embora pinte com quadros dramáticos o momento da morte dos que recusaram a Vida.

Assim foi escrito pra chamar a sua atenção e lhe ajudar a meditar no valor da vida. Aliás, quanto vale a sua vida?

Se você simplesmente não quiser viver, não viverá! Ninguém pagará com a eternidade por apenas algumas dezenas de anos de pecado e rebelião. Mas fazendo o povo acreditar no contrário, o tenebroso os faz sentir medo, pavor, ódio e repulsa Àquele cuja essência é amor.

- Amor que mata? Agora você se contradisse!

- Será que me contradigo? Depende do quão extensa e completa é a sua definição de amor. Não é porque Deus é amor que Ele vai deixar o mal e os seus amantes atingir Seus filhos para sempre. Amor que não protege não passa no teste do amor verdadeiro.

É por isso que vai ser perfeito estar com Ele no Alto em breve! Porque a mentira acabará, e nunca mais se levantará de novo! Não existirá mais nada em todo o vasto universo – nem mesmo um inferninho com eternos moribundos – que lembre da tragédia que nele se passou, pois tudo, absolutamente tudo, testemunhará que o Amor e a Verdade venceram para sempre!

Os que por milênios ficaram no Alto com dúvidas no coração há muito já entenderam de vez que ficaram do lado certo. Agora, no entanto, é a sua vez de decidir em quê vai acreditar: nas mentiras do inferno ou nas verdades do Alto?

domingo, 7 de outubro de 2012

FILHO



É um enigma. Um mistério.
Pai de todos, filho de ninguém.
Mas ainda assim, Filho.

Filho de Adão;
Filho de Abraão;
Filho de Davi;
Filho de Maria;
Filho do Homem;
Filho de Deus.

Ideia melhor e Ele a faria.
Mas inferior, de nada adiantaria.

Por amor, o Pai sem pai
Tornou-se filho de muitos pais.
Inclusive dos que fazem o que agrada ao seu Pai.

A eternidade se deixou gerar;
A alteza se deixou crescer;
A sabedoria se deixou educar;
A providência se deixou alimentar;
A divindade se deixou humanizar.

Agora eu sei!
Sim, agora se iluminou:
Eu sou filho!
Filho do Pai, por causa do Pai que se fez filho!

O simples do complexo;
Fácil do impossível.

Nele gerado;
Por Ele ensinado;
DEle dependido;
Com Ele parecido;
Em Sua morte renascido;
A Ele eternamente ligado!

Oh, meu Deus! Um pedacinho do Pai?
Ele jamais me deixaria!
Seus olhos estão sempre em mim.
Meu Pai...

Obrigado, Filho! Por me lembrar que sou filho;
Por me ensinar a ser filho;
Por me amar como filho;
Por ter-se feito o perfeito Filho.

A peça que faltava Ele nos trouxe.
Para garanti-la, o Pai o sentenciou.
Na montanha, o Filho brada no escuro:
“Pai, está feito! Em Tuas mãos eu estou”

Só o Filho para nos tornar Família de Deus!

sábado, 8 de setembro de 2012

Nome, renome, desnome.


Ter um nome é uma das coisas sofisticadas que nos distinguem dos demais seres vivos.

Todo mundo tem direito – e necessidade – de ter um nome. Ao mesmo tempo, é direito de todos poderem distinguir entre pessoa e pessoa através dessa simples palavra (às vezes nem tão simples, é verdade), que vem a ser a mais estimulante de todas aos ouvidos de seu possuidor.

Como a necessidade dos nomes reside no âmago da comunicação humana, fica mais do que evidente que, sem eles, nosso mundo seria um caos total. A despeito disso, um micro caos tem interferido no modo como um ser humano trata o outro.

Há dois lados nessa história, admito. Realmente, através de grandes intenções e atitudes, há aqueles que fazem de seu nome algo bom e justo de ser lembrado e até mesmo honrado.

Por outro lado, muitos há que de alguma forma, lícita ou ilícita, adquirem um renome e, a partir daí, parece não haver problema se suas intenções e atitudes caminham opostamente ao seu “slogan” original.

Mas o que mais chama atenção é o comportamento dos que estão no meio dessa trama. Certo dia, um importante diretor de uma empresa desceu até o escritório do piso inferior e contou uma piada mais do que sem graça a um grupo de funcionários. Não havia a menor graça, mas os risos e gargalhadas forçadas ecoaram por todo o prédio. Por quê?

Não é pecado não herdar um “baita” nome (melhor do que usurpar um que você não merece). Mas se você tem boas ideias; se você tem soluções superiores; se você tem capacidade, enfim, por que ainda precisa de um “nome” para ser ouvido, compreendido e respeitado?

No mínimo, você deveria ser tratado com respeito e consideração simplesmente por ser um ser humano, ainda que sua ideia não fosse tão boa assim.

Mas assim reza a regra implacável: não perca tempo nem dê atenção a “desnominados”. Mas não se esqueça de checar seu sobrenome e credenciais antes!

Uma rodovia parada. A imensa carreta, alguns centímetros mais alta do que o limite da ponte, acabara se chocando e se prendendo à estrutura. Dentro do baú, uma carga de produtos pirotécnicos. Equipes policiais, do corpo de bombeiros e da engenharia de tráfego num dilema perigoso: Como liberar o imenso veículo o mais rápido possível e sem riscos de explosão? Atrás do guard rail, junto à multidão expectante, o pobre menino sem-teto tentava atrair a atenção dos “nominados”, que não lhe davam bola. Finalmente, vencido pelo cansaço e não vendo solução para o problema, um oficial se aproxima do “petulante” garoto e, com grosseria, lhe dá uma brecha. – Tio, é só murchar um pouquinho todos os pneus que o caminhão abaixa!

Tantos oficiais renomados; tantos nominados de tudo quanto é lado, dando entrevistas e tudo o mais. Mas foi um pobre desnominado, um filho de ninguém, um “Zézinho da Silva” que teve a melhor e, talvez, a única solução eficaz para o problema!

Infelizmente, as mesmas palavras e as mesmas ideias (como esse texto que você lê), sempre terão um peso diferente na mente de alguém, dependendo do nome de quem as escreveu ou proferiu, não obstante seu teor e coerência.

É preciso fazer um pacto com a verdade! Sim. Muito mais do que a origem, a família, a filiação, o cargo, a posição, os bens e a conta bancária; é necessário julgar de acordo com os fatos, com a razão e com justiça.

Diante do Soberano de todo o universo, não tem esse e nem aquele! Nenhum nome há acima dAquele que Se fez desnominado, pobre, trabalhador braçal, filho de um "Zé Ninguém" (literalmente), mas cujas palavras de verdade e de vida eterna abalaram e transformaram o mundo para sempre.

No passado, Ele escreveu num painel o nome de honrados desnominados, dos quais o mundo de nominados e renomados jamais foi digno. Agora mesmo, Ele está preparando um novo painel desses, e ainda que desnominado aqui, quero que pelo menos o “T” do meu nome esteja lá.

sábado, 1 de setembro de 2012

Um pouquinho não mata e não faz mal ao Ninguém.


Depois que descobriram que só um pouquinho não mata... Sim, depois que a Anti-Revelação (o marketing do Libertino, por muitos considerado “Ciência”) começou a alargar as fronteiras da obediência, começaram a avançar em todo tipo de terreno minado.

A Revelação colocou placas e avisos. E em muitos casos foi bem incisiva, iniciando suas advertências com um sonoro e bem colocado “NÃO”!

Mas a sagaz pseudociência nem precisou arrancar as placas e avisos. Eles ainda continuam lá, fixados firmemente dentro do Livro, e ainda divulgados por algumas casas do Livro.

Bastou, porém, que o time do Anarquista conseguisse colocar uma ideia na cabeça deles: Só um pouquinho não mata e não faz mal a ninguém.

Muitos foram, são e serão os que, caindo nessa, do pouquinho abrem as portas para o muito e são esfacelados. Teriam sido poupados, tivessem obedecido às antigas placas.

Outros vacilam entre o pouco e o muito, numa montanha russa descendente que desgasta a si mesmos e àqueles ao redor. O pior enganado é o que se permite enganar-se por si mesmo.

Mas há outros que vivem – ou pelo menos juram viver – em zona privilegiada, muito além das placas e advertências. “O melhor dos dois mundos” – dizem eles desfrutarem. São vistos como estrelas, fascinantes e de mente mais do que aberta.

Seu discurso é repetido em toda parte, e de um ponto de vista meramente físico e unilateral, ele faz total sentido!

Realmente, um pouco do pretinho quentinho, uma vez por dia; do não ruminante, uma vez por semana; do sangue “protetor do coração”, em noites especiais; da “diurética”, nos jogos da seleção; do “suco de ameixa”, nas saídas para um lanche; da “carniçada da laje”, nos fins de semana; enfim, com moderação, nada disso mata e, comparado a tantas outras coisas piores que existem no mundo, praticamente não fazem mal a ninguém.

A velha árvore continua sendo agradável ao paladar e aos olhos, e quem dela come com moderação, está apenas exercendo inteligência, jamais transgressão. E o melhor de tudo: não mata!

Enquanto isso, lá do alto, aquEle agora considerado “Ninguém” – que é o mesmo Revelador das placas e das advertências do Livro – contempla com tristeza a proliferação dos mesmos enganos lançados pelo mais sagaz de todos os animais, a velha serpente.

– Será que agem assim por que Eu lhes provi o Descendente substituto ou porque simplesmente não se importam com as feridas que eles mesmos provocaram em Seu calcanhar?

Lealdade! Essa é a chave. Nenhuma pessoa, em sã consciência, aceitaria que seu cônjuge dormisse com outra pessoa só um pouquinho, nem por num dia, nem por um mês, nem nunca! Mas por aqui tudo, se pensa que Ele aceita... que Ele é “manso”... que Ele é ninguém.

Por isso mesmo Ele já deixou claro: naquele dia, só levarei comigo quem Me conhece; aqueles cuja vida demonstra que, mais do que Alguém, sou tudo o que desejam conhecer. Aqueles, enfim, para quem a Árvore Eterna será o mais delicioso alimento. Não quero e não vou decepcionar a ninguém que viria a sentir saudades da velha árvore, pois esta nunca mais existirá.

sábado, 4 de agosto de 2012

Muito bom, mas não o bastante!


No final de cada dia, Ele falava “é bom”.
No fim de tudo, quando Ele os fez, foi capaz de exclamar: “é muito bom!”

Mas para a maioria, esse “muito bom” não tem sido suficiente.
De pais para filhos, de todo jeito se ensina que não foi tão bom assim.

Tem de furar aqui e pintar ali; enfeitar e decorar; às vezes, tem mesmo é que colocar mais um pouco, mesmo sabendo que nada disso jamais será o bastante.

Multidão de descontentes, mal agradecidos e rebeldes.
No mínimo, ignorantes e indiferentes.

Porque enquanto isso, lá do alto, Ele vai recebendo mensagem após mensagem, encerradas em atitude após atitude.

“Não ficou bom!” – algumas dizem.
“Posso fazer melhor!” – outras insistem.
“Que falta de criatividade!” – outras concluem.
“Onde posso reclamar?”

Perde-se de vista a grossa linha entre o cuidado e a vaidade, o bom gosto e o exagero, a funcionalidade e a deformação.
Meros ventríloquos nas mãos do espírito invejoso e zombeteiro.

Vozes foram enviadas, mas muitas vezes são abafadas até pelas casas de muitos que tinham o dever de transmiti-las: “Não aceite o que eles têm feito com a vida.” “Olhe um pouco mais para cima.” “O que brota de dentro é superior ao que se pendura do lado de fora.”

Sabe, isso aí faz parte do seu passaporte, seu caráter. E Ele jamais lhe dará visto para onde você não poderia viver contente. Na verdade, só em lugar nenhum se pode viver inconsistentemente.

É tempo de os filhos dEle se levantarem e dizerem ao mundo que foi, que é e que sempre será muito bom da maneira como Ele faz!

Sim, é hora de dizer isso com a boca, os lábios e a face toda; os cabelos, as orelhas e até as unhas; o corpo todo e a vida toda!

“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga ao Seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor e não te esqueças de nem um só de seus benefícios.” Salmos 103:1-2

sábado, 21 de julho de 2012

Multidões e Fascinantes.


Se há uma coisa que fascina a mente de quase todo mundo, é a fama. No âmago das almas humanas encontra-se uma autoestima fragilizada. A dúvida sobre pertencer, ser aceito, ser admirado e ser amado leva muitas pessoas a atitudes insanas e a uma vida medíocre.

Dois lados há nessa mesa: os “multidões” e os “fascinantes”. Ora tendemos estar num, ora noutro grupo. Mas se a consciência for mais amiga da razão, liberdade!

Os multidões têm problemas em seu mundo. Eles se sentem desencaixados ali. Mas os fascinantes... Oh, os fascinantes se encaixam perfeitamente em qualquer lugar, se bem que eles só merecem os melhores lugares!

– Quem me dera ser um fascinante! Quem me dera ser um fascinante e ter a vida de um fascinante!

– Hei, fascinante, você é simplesmente fascinante! Puxa, que privilégio ser multidão pra você. Sabe, as coisas não deram certo pra mim. Quem me dera ter uma vida perfeita como a sua! Mas pelo menos me resta simular como seria viver a sua vida...

– Nossa, quanta gente! O que está acontecendo? Porque estão me olhando assim? Será que isso tudo é verdade? Bem, não tenho muito tempo pra pensar nessas coisas agora, porque sabe de uma coisa: estou adorando essa de fascinar! Nunca pensei que eu também poderia ser fascinante. Mas o tempo passou, coisas aconteceram e aqui estou eu, fascinando! Que sonho!

– Não... por favor! Não quero e não tenho tempo para pensar em mais nada, já falei! Já dizia o sábio ditado que a voz do povo é a voz de Deus, então está tudo certo, é assim que deveria ser.

Só que tem uma coisa sobre os multidões: a maioria deles não suporta a verdade que liberta e que dá vida, ainda que ela seja dita com mel. Por isso, chega um ponto em que você tem de escolher: fascinar ou convencer. Não dá pra fazer os dois ao mesmo tempo, pois a natureza de um não bate com a do outro.

Fascinar é obra teatral, é caloria vazia, nutriente zero, água que não mata a sede, pão que não alimenta.

Já convencer, é obra espiritual, é fazer mais alguém ser vencedor, o que invariavelmente requer humildade para direcioná-lo para um brilho acima da altura terrestre, isto é, celestial. Isso, porém, nenhum fascinante em sã consciência (a menos que por ossos do ofício) é capaz de fazer.

Quando acabaram os pães, os peixes, o vinho e os milagres... Sim quando Ele simplesmente fez aquilo que prometeu (e que até os Seus mais próximos temiam que Ele fizesse), os multidões se frustraram e se desfascinalizaram.

– Oh, que pena! Perdemos nosso ídolo. E agora, quem será feliz por nós? (Néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas anunciaram!)

É também por isso que eu O admiro! Ele pouco se importava com fama, pois sua felicidade estava em fazer o que era preciso ser feito. Jamais foi um fascinante, mas um exemplo perfeito, pra eu poder aplicar na minha vida e, assim, vê-la funcionar com meus próprios olhos.

Não se enganem, oh fascinantes! Se fizeram isso com o mais Alto, seriam vocês, porventura, melhores do que Ele? Não se iludam, portanto, com as glórias dos homens, pois elas estão cheias de egoísmo e falsidade.

Há alguns multidões, contudo, que podem ser transformados em bem-aventurados e conhecer o significado de ter vida em abundância. Mas talvez eles precisem que alguns fascinantes tirem sua roupinha fosforescente, desçam da vitrine fictícia e rendam o louvor, o poder, a sabedoria e a glória a Quem de direito.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A Responsabilidade de Viver

Etimologicamente, responsabilidade tem que ver com a habilidade de um indivíduo em responder por seus atos ou atitudes.

O que a maioria dos indivíduos parece não entender, contudo, é que viver, por si só, requer extrema responsabilidade.

Viver requer responsabilidade porque não estamos sozinhos aqui nesse mundo. Assim, tudo o que fizermos sempre vai afetar outras pessoas, em menor ou maior escala.


A maior razão para vivermos com responsabilidade, entretanto, reside no fato de que fomos criados para um propósito, segundo o qual seremos julgados por Aquele que nos criou.

Podemos dizer, portanto, que a responsabilidade tem um marido, chamado privilégio. Sim! Viver só exige responsabilidade porque o privilégio que disso decorre é delicioso. A responsabilidade, nesse sentido, é apenas a auditora, o controle de qualidade para que o privilégio seja sempre cem por cento saudável.

Estou falando do privilégio superno de escrever no livro da vida das pessoas e na própria história do mundo! Estou falando, finalmente, sobre escrever nas páginas em branco da história de Deus; Aquele de cujas letras são indeléveis em nossa própria história.

Haja responsabilidade!

Dentre muitas ilustrações, a vida pode ser vista como um imenso lago. Cada uma das nossas atitudes e palavras é tal qual pedra lançada em suas quietas águas. Cada pedra, como cada atitude e palavra, tem um peso e um tamanho, que determinarão a força e o alcance das ondas que se formarão ao redor do local do impacto. Por vezes, contudo, o impacto é tão forte que suas ondas chegam a transpor as margens...

A questão, contudo, não tem que ver com a força do impacto ou com o alcance das ondas, mas sim com o tipo de pedra que lançamos para dentro do lago. Seria uma boa pedra, do tipo que usamos para edificar, ou seria pedra pontuda e disforme, do tipo que se usa para ferir?

Como as ondas dessa ilustração, as primeiras pessoas a serem atingidas – e com maior intensidade – são justamente aquelas que estão mais perto do epicentro, isto é, as que mais amamos e que mais de perto navegam conosco pelo mar da vida. Cônjuge, filhos, familiares, amigos.


Mas não pára por aí. Chega um momento em que se perde o controle do alcance das ondas. A sociedade e mundo acabam sendo afetados por um sem número de reverberações que, conquanto fracas, unidas produzem tremendo resultado.


O resultado de uma vida não pode ser contabilizado simplesmente quando ela chega ao fim. Seus frutos e efeitos continuarão aparecendo mesmo muito tempo depois que o pó, literalmente, volta a ser pó.

Tristemente, quão poucos hoje podem agradecer a seu tetravô por tão benigno legado a eles deixado. O que mais se vê, ao contrário, é uma herança corrupta, empobrecida e desfigurada.

Mas o ponto a que quero chegar não está relacionado ao passado, e sim ao futuro. Que legado você está preparando, hoje, para deixar a seus tetranetos? Que influência de sua vida permanecerá para sua comunidade e para o mundo depois de você dormir o sono da morte? A beleza do caráter de Deus será mais visível aos que ficarão ou dEle sentirão repúdio e aversão?

Você, provavelmente, não enviará mais pessoas para o céu, se for salvo, do que enviará para a perdição, se vier a se perder. Porém, imagine como será delicioso, na eternidade, receber um abraço e ouvir um “muito obrigado” de alguém a quem as ondas de suas boas pedras influenciaram para o Bom Caminho!

Vale a pena viver, e viver intensamente, sem perder de vista o fato que não vivemos sozinhos; sem perder de vista Aquele que nos deu a vida para a vivermos com prazer e responsabilidade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Tudo é relativo?

"Tudo é relativo!", assim dizia um antigo colega de trabalho. E ele não está sozinho nessa afirmação. Na verdade, quase todo mundo diz – ou vive de modo a afirmar – a mesma coisa (o que dá na mesma).

“Para você, uma coisa é uma coisa. Para mim, essa coisa é outra coisa. Já para ele, outra coisa é aquela coisa! E assim por diante, entendeu? Assim, cada um pode pensar o que quiser, sobre o que quiser, sem se esquentar se está ‘certo’ ou ‘errado’. O que importa é ser feliz!”

Sabe, às vezes até dá vontade de acreditar nisso. Acho que a vida seria muito mais personalizada e, portanto, muito mais prazerosa do ponto de vista egocêntrico. O problema, contudo, é que o fenômeno "vida" tem as suas próprias regras e exigências, além de não ser exclusivo apenas àquele que chamo de “eu”. Por isso, viver exige respostas e atitudes muito mais do que relativas, isto é, requer uma existência absoluta e responsável.

Se você decidir comer terra em vez de comida, acredite: seu organismo não vai se adaptar a isso e te manter nutrido mesmo assim.

Se você gastar todo o seu dinheiro em jogos de azar, o dono do supermercado não aceitará suas desculpas, nem o seu pedido de que ele não lhe cobre pelas compras que você precisa fazer.

Se você desejar ser o único ser humano na face da terra, tendo, para tanto, que exterminar todos os outros, rapidamente encontrará um que acredita que você é uma praga que deve morrer.

Não tem jeito! As regras e configurações da vida já existiam muito antes de você nascer. E acredite: são elas que tornam a vida possível e ao mesmo tempo boa de ser vivida.

Eu sei que foi duro conviver em tempos em que alguns poderosos forçavam o mundo a engolir absolutos absurdos e obsoletos. A anarquia, porém, longe de fornecer qualquer solução, apenas criava um outro pólo extremado e exatamente proporcional do mesmo problema.

Ser pensante, portanto, não significa simplesmente se rebelar e anarquizar. Significa, sim, ponderar equilibradamente sobre qual seria o ideal, e canalizar todos os esforços na busca por ele.

Mas não se esqueça de que esse ideal, para ser ideal, não pode ser o seu ideal, e sim aquele que respeita as leis da vida e a existência dos outros, sejam eles celestiais, humanos ou animais.

Um homem chamado Charles Darwin era um cristão, filho de um pastor evangélico. Na verdade, Darwin estava se preparando para seguir os passos do pai. Mas a morte de sua querida filha lhe trouxe à mente um conflito que ele não pôde suportar: “Se meu pai me ensinou que Deus livrará Seus filhos de todo mal, porque o Onipotente não pôde fazer nada para curar minha pequena? Bem dizia meu avô! Ele é quem estava certo! Esse negócio de Deus, de criação, de Bíblia e de igreja é tudo imaginação canalizada no objeto errado. De agora em diante, vou canalizar toda a minha no que eu posso descobrir sozinho, ao invés de esperar que um deus venha me dizer qualquer coisa!”

Não. Charles Darwin não disse isso com seus lábios. Contudo, sua vida o proferiu como um fúnebre poema, até ao dia em que ele morreu. A lição que fica disso é: você pode viver tentando relativizar tudo. Quando a morte chegar, no entanto, você vai ter de encarar a absoluta verdade de que a alma morre, e é o que você consegue ver pelo retrovisor que dirá se valeu ou não a pena ter vivido como viveu, acreditando no que acreditou.

Agora, se você se esforçar um pouquinho e encarar a questão de uma perspectiva lógica, verá que não há lógica nenhuma no próprio conceito de que “tudo é relativo”. Se tudo for relativo, então até mesmo essa expressão não deve ser levada a sério, correto?

“Nunca diga nunca!” Ué, não era para nunca dizer a palavra nunca? Nonsense!

Nos bastidores secretos dessa teoria da relatividade ideológica, está o fundador do conceito, o Dr. Lúcifer Devil Satan (Catedrático em Anarquia, da Worldly-Hell University). Ele tentou defender sua tese, há milhares de anos, na Godly-Heavens University), porém teve de ser expulso por seu Reitor, por planejar matá-Lo como parte de sua comprovação “científica”.

Desde então, ele tem formado alguns dos mais insígnios personagens da história humana. Nero, Hitler, Mussolini e muitíssimos outros estiveram entre seus melhores pupilos. As matrículas, porém, continuam abertas, e ainda que à distância, ele quer matriculá-lo imediatamente!

Mas antes de seguir nessa direção, ouça o que tenho a dizer: a relatividade tem vida curta! As pessoas e a vida não vão pegar leve contigo porque você se acha mais pensador do que os outros. Por outro lado, a obediência, o respeito e a responsabilidade para com os altos padrões da vida lhe darão muita alegria, paz e sucesso.

Lembre-se que foi a descrença em Deus que abriu a porta do mundo e do universo para a entrada do mal. Da mesma forma, será através da crença no Senhor do Céu que todo o mal passará e, novamente, viveremos na absoluta presença do Ser Eterno que nos fez para sermos eterna e absolutamente felizes!

Respondendo à pergunta lá de cima: muitas coisas são relativas, sim, na vida, mas nem de longe se pode dizer que todas o são. Há uma variedade saudável de cores, sabores, perfumes, sensações, emoções e personalidades. Por isso, coisas como os gostos, as preferências e as perspectivas são simplemente singulares em cada pessoa. Porém, longe de contrariedade, Deus assim nos fez por complementaridade, isto é , para fazermos alguma diferença positiva e interessante na vida de todos os que cruzarem nosso caminho.

sábado, 20 de agosto de 2011

A Nossa Cara...

Rosto, semblante, fisionomia, face. Não importa como a chamemos, há algo mais do que físico na nossa cara.

Mais do que o conjunto de olhos, nariz, boca, sobrancelhas, cílios e bochechas, de alguma forma ela consegue transmitir um retrato online do que vai dentro da nossa alma.

Seja o que for que pensem ou pensemos sobre ela, o fato é que precisamos aprender a amá-la e aceitá-la, afinal com ela nascemos, e com ela também morreremos. (Deus queira!)

Quando estamos felizes e satisfeitos, é a nossa cara, muito antes de nossos lábios, quem disso testemunha. Como diz uma certa música americana, com toda a segurança e confiança, caminhamos com a face “ao vento”.

Quando estamos pra baixo, entretanto, principalmente quando estamos envergonhados, nossa cara é o que menos queremos mostrar. Em momentos assim, disse-me um bom amigo, “nada melhor como um dia após o outro, com uma noite no meio”.

Quando recordamos de alguém, antes do seu nome ou de qualquer outra coisa, sua face é o que primeiro nos vem à mente. Muitas vezes, aliás, esse exercício faz brotar um sorriso inevitável em nosso rosto. Em outras, contudo, nossa expressão acaba nos entregando, dizendo que algumas águas caudalosas passaram por debaixo da nossa ponte...

É verdade: há pessoas que conseguem dissociar sua cara de sua consciência. Muitas aprendem a ser assim pelo exemplo que receberam, até dentro de casa. Já outras assim se tornam por mérito próprio. Porém, mesmo os maiores caras-de-pau têm momentos em que não conseguem cobrir nem maquiar a nudez de seu rosto.

É intima a relação entre a coragem e a cara. Só podemos dizer que temos, de fato, a primeira quando estamos dispostos a expor a segunda. Afinal de contas, é “dando a cara pra bater” que as pessoas tomam atitudes capazes de melhorar sua própria realidade e a de outras também.

Isso sem falar daqueles que vieram do nada. Saíram de onde estavam “só com a cara e a coragem”, e fizeram coisas maravilhosas e belas sobre a face da terra.

Há pessoas que passam a vida gastando para deixar suas caras mais bonitas (ou menos feias), menos envelhecidas, e até diferentes de como eram no original. Sim, uma multidão está tão frustrada com o que tem por dentro, que só vê solução em rebocar o lado de fora. No fundo de seus olhos, contudo, onde deveria haver um brilho, há, sim, uma amargura, uma tristeza e um vazio.

Um dia, Deus perguntou pra um cara porque a cara dele estava fechada. Deus queria ajudá-lo a resolver o problema que havia dentro dele. Mas ao invés de se abrir ao Criador, ele simplesmente disfarçou. Algum tempo mais tarde, contudo, aqueles sentimentos negativos vieram à tona e o levaram a matar o seu próprio irmão.

Se o rosto é a janela sempre aberta da alma, que tal convidar o Criador para te ajudar a organizar seu interior e fazê-lo brilhar através de sua face?

terça-feira, 19 de julho de 2011

A Maior Corrida do Mundo.

A gente ainda nem era gente e já disputava contra milhões de outras meias-gentes pela chance de se tornar gente.

Agora que a gente venceu, tem de mostrar pra toda gente que não há gente melhor do que a gente! Certo?

Competimos pela chance de viver e vencemos. Competimos por soberania e até podemos alcançá-la. Mas quem, por mais competente que seja, pode vencer a morte?

Quanto mais você medita na morte, mais aprende o que realmente significa viver.

A morte será a prova final para tudo aquilo que você é: suas atitudes, seus relacionamentos, suas idéias, suas convicções, seu caráter.

É o que fica de você depois da morte que diz quem ou o que você realmente foi.

Não é novidade que a competição é o espírito que domina tudo por aqui. Na verdade, é a reprodução do caráter do príncipe deste mundo.

Sem essa de ideologias comunistas, a competição está na alma do capitalismo. Afinal, tudo o que existe em pesquisa, desenvolvimento, criação e produção visa, primeiro, a um fim financeiro. Secundariamente, se for possível, também pode vir a beneficiar o ser humano. "Porém", dizem os donos do dinheiro, "que essa ordem nunca se inverta!"

Vista a partir desse prisma, portanto, a competição é mais do que natural. Já está há tanto tempo em nosso modo de vida, que se internalizou no espírito humano.

Do alto, contudo, ouve-se uma voz: “Se vocês querem subir, apeguem-se aos pensamentos e ao espírito do alto. Tenham o mesmo espírito dAquele que desceu por vocês. Não aceitem o modo de vida natural da Terra e jamais correrão o risco de perecer com ela.”

Não quero parecer mais um radical, mas acredito piamente que todo tipo de competição é irracional e sem sentido. Assim como não se pode comparar os dedos de uma mão, pois, dada a sua função singular, cada um é propositadamente diferente do outro, também cada ser humano, na sua mais variada diversidade, é simplesmente incomparável.

Pela lógica, tanto é irrazoável comparar elementos iguais, uma vez que oferecerão resultados iguais, quanto o é comparar elementos diferentes, pois obviamente oferecerão resultados diferentes.

Ao mesmo tempo, quantos arriscam e perdem o que mais importa a troco do lugar mais alto dos pódios irrazoáveis da vida!

Mas eu acredito num tipo justo e completamente produtivo de competição. Tanto na teoria lógica, como na prática do dia-a-dia, ele é realmente perfeito! Estou falando de competir consigo mesmo!

Sim, comparar seu desempenho de hoje com o de ontem, e o de amanhã com o de hoje, e assim por diante. Nessa competição, embora ninguém tenha nada que ver, todos só têm a ganhar, pois a cada dia você será uma melhor pessoa.

Nos Escritos Sagrados, isso é chamado de “Santificação”, que é a arte de se aperfeiçoar dia após dia, tendo como modelo a vida que se vive lá no alto. E se você quer saber, todos os que quiserem viver lá no alto, têm de entrar nessa que é a maior corrida do mundo.

Através de Sua morte na Cruz, o Filho de Deus demonstrou que a vida só vale a pena de ser vivida à medida que, esquecendo-nos de nós mesmos, procuramos o bem e a felicidade daqueles que estão à nossa volta.

Em outras palavras, essa é a melhor competição da vida: a de um homem só. E só os que se inscrevem nela e se vencem todos os dias, poderão ser verdadeiros vencedores!

Antes que eu me esqueça, lá no começo da vida, ao invés de competição, o que ocorre é uma abundância. Sim, uma abundância de chances para a vida acontecer! Os espermatozóides não são seres humanos, tampouco têm qualquer consciência. Não se pode dizer, portanto, que estão competindo, absolutamente! Deus apenas fez com que a vida, em todas as suas manifestações, tivesse todas as chances de existir em nosso planeta.

A maior corrida do mundo, portanto, é aquela que se percorre racional e conscientemente, sabendo que não há maiores inimigos a temer do que o nosso "eu" de ontem, que deseja se instalar e procurar competidores irrelevantes.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Qualé-a-tua?

Foram-se as eras do produto e da imagem. Já há um bom tempo, quem quiser ser lembrado deve dar um motivo criativo para isso. Sim, é o marketing, e a nova era do posicionamento.

Um tipo de pesquisa que só pelo mecanismo já mereceria um prêmio é a Top of Mind, no Brasil realizada pelo Instituto Datafolha. O lance é perguntar aos entrevistados qual marca vem primeiro à mente quando o assunto é, por exemplo, creme dental, e assim por diante.

Isso serve para medir a eficiência das campanhas publicitárias, isto é, para apontar quais conseguiram fazer você, diante da gôndola, comprar o que eles te convenceram a comprar.

Cada dia mais, os argumentos têm tentado ser os mais brilhantes, motivo pelo qual muitas vezes, sem perceber, nos pegamos numa maldita indecisão, do tipo: “Esse ou esse? Ou ainda esse? Nossa, que vontade de levar os três! Mas peraí, eu preciso dos três? Meu Deus, como é duro ser pobre!”

O pior (e esse é o meu assunto) é que esse tipo de cenário começa a influenciar no comportamento das pessoas, que passam a agir como Empresas, substituindo suas relações humanas por frias cadeias de suprimentos.

Por esse motivo, inconscientemente as pessoas se viciaram em divulgar “qualé-a-delas”, isto é, o que estão fazendo, o que estão comendo, para onde estão indo, de quem estão gostando, com quem ou o quê estão loucas da vida, qual o seu posicionamento, enfim, sem jamais ter se perguntado porque estão fazendo isso tudo.

Antes mesmo da existência do Blog, Orkut, Facebook, Myspace, Twitter, e etc., esse Novo Aeon já mostrava a que vinha. Não consigo pensar em todos os exemplos, mas recordo das camisetas com frases, poemas e às vezes até textos extensos. Adesivos colados nos vidros dos carros, nos pára-choques dos caminhões e nas janelas dos quartos. Plaquinhas de jardim, do tipo “Aqui mora gente feliz”. Tudo isso sem falar da própria moda.

O mundo queria colocar para fora! Mesmo sem entender por que, estavam desesperados para anunciar aos quatro ventos o que, para que, como e porque eram, são e serão. E nessa arena, cada um tenta exibir seus melhores atributos, pertences e feitos. Em outras palavras, todo mundo quer se distinguir...

Enquanto isso, Alguém olha de cima, observando que palco teatral Seus filhos estão fazendo do mundo e da própria vida. Estariam Suas criaturas mais preocupadas com o que umas pensam das outras do que com o que Ele pensa de cada uma delas? Deve ser mesmo difícil fazer cena para Quem não se pode ver assentado na platéia...

Um cara se chamava Noé e, embora todos pensassem que ele fosse um louco, Deus via que ele era justo e íntegro, porque andava com Deus (leia-se, se preocupava mais com o que Deus pensava sobre ele, do que com o que os outros o faziam).

Um outro cara, chamado Abraão, parecia estar “viajando”, pois literalmente deixou tudo a troco de nada. Porém, crendo no invisível, ele procurou agradar a Deus, e foi tido pelo Senhor como Seu amigo pessoal.

Teve um outro, chamado Moisés, que já nasceu “O Cara”. Mas ele rejeitou ser esse “Cara”, pois diante de Deus não tem esse nem aquele “Cara”. Aprendeu a ouvir a voz do Todo-poderoso, pra saber se estava fazendo direito. Assim, se tornou o homem que podia falar com Deus Cara a cara.

Ananias, Misael, Azarias, Daniel, Saulo de Tarso (leia-se Paulo de Damasco), Pedro e João. Dizer mais o quê? Qual era a deles? A deles estava escondida em Deus, ou melhor, guardada... a coroa da vida eterna!

Judas foi considerado um gênio pelos sacerdotes, fariseus, saduceus e guardas do templo. Sua maior genialidade foi dizer que entregaria Jesus por 30 moedas de prata. E ele assim fez...

Parafraseando Pedro: “Antes importa ser um pouquinho diante de Deus do que muito especial diante dos homens.”

“Quem quiser ganhar a vida, perdê-la-á.” "Volto logo, e vou retribuir a cada um segundo o que estou vendo aqui de cima." Cristo Jesus

E ai, como você gostaria de ser lembrado por Deus? Como gostaria que Ele pensasse de você? Como gostaria que Ele Se referisse a você hoje, amanhã, no futuro?

“Eu sei muito bem o que penso de você, diz Deus; só penso coisas boas, e não coisas ruins, pois quero realizar seus sonhos mais bonitos.”

Como não fazer “pose” para um Deus assim? Vamos lá, vá em frente! Ele está na platéia!